quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Guerra e Paz

Tudo no mundo gira em torno de uma guerra, principalmente as relações humanas.
Por exemplo quando você conhece uma pessoa começa uma dança ou uma luta, como uma roda de capoeira onde os dois lutadores se respeitam e de certa forma se admiram. Na capoeira você entra na roda e começa a gingar no começo da relação também, na capoeira não nos defendemos só atacamos e esquivamos e o começo dos relacionamentos é o  mesmo atacamos quando mostramos um lado nosso, esquivamos quando não demonstramos o que estamos sentindo.
E assim vai indo entre esquivas e ataques vão se de gladiando em uma luta que é dança, que é vontade de vencer e de ser vencido, uma dança que se estende por tempo não determinado que simplesmente vai indo, você leva uma pancada ou outra que te deixa tonto, recupera o folego e vai para o ataque bate, na torcida que não aja a esquiva e quando atinge espera que haja a rendição da outra parte, no entanto nem sempre a mesma vem e continuamos a dança que é uma luta.
Quem entra não sabe bem ao certo por que entrou, e só quer que ela acabe bem sem se machucar muito.
A luta que vira batalha de vários rounds, de idas e vindas de encontros e desencontros.
Quando nos damos conta nos envolvemos em tantas batalhas desse tipo com pessoas tão diferentes, que paramos e nos perguntamos por que?
Eu respondo por que a vida é uma guerra, mas não no sentido destrutivo que os seres humanos a pregam, a vida é uma guerra que lutamos para nos manter vivendo melhorando, a vida é uma guerra onde ninguém quer ficar só...
Lutamos, dançamos essas lutas por querer melhorar, por que queremos nos encontrar.
O mais belo de entrar nesta dança esta não em vence-las, mas em ser vencido e convencido que a pessoa que ganhou merece ser nosso aliado para o resto de nossa guerra. Parceiro para a vida.

Sou louco

As boas coisas da vida acontecem quando menos esperamos, chegam e simplesmente tomam de assalto nosso coração nossa vida, nos moldam de uma forma singela.
Já falei da simplicidade de como tudo pode e deve ser simples. Hoje me pergunto por que um momento fantástico como o encontro de dois corpos pode vir cheio de tanto medo e receio.
Todo ser humano tem um que de fugir do desconhecido do que foge do padrão estipulado por uma existência fragmentada e cheia de preceitos e pre-conceitos, somos seres desesperados por carinho amor e atenção, mas quando nos é dado tal oportunidade temos a pachorra de simplesmente achar que não é pra nós.
Justificar a fuga é fácil, damos vários nomes e desculpas. Mas ao fugir nós só fugimos não tem mais nada alem disso, podemos fazer outras coisas de nossa vida e até encontrar coisas melhores do que foi nos dado naquele momento, no entanto nunca saberemos disso pois quando foi dada a oportunidade de viver algo nós fugimos, nos cercamos numa montanha que reflete só nossa imaturidade com o simples.
As vezes me questiono se sou tão louco assim por me jogar de cabeça nas coisas, pois vejo que a maioria das pessoas se freiam se prendem não deixam acontecer enquanto que eu faço o contrario, chuto a porta e falo estou aqui e vou pra cima com tudo, mas no fim nunca fui de seguir a maioria sempre questiono as unanimidades por acreditar que elas sempre são burras, não deixam espaço para o novo.


terça-feira, 10 de setembro de 2013

Caminho

Hoje estive pensando o que me faz feliz,
percebi que em momentos distintos da minha vida uma coisa ou outra me fez feliz,
quando eu era criança um pacote de bolacha com tubaína me deixava feliz,
quando eu cresci um pouco um brinquedo me deixava feliz,
na adolescência sair com os amigos me deixava feliz,
quando comecei minha vida adulta um beijo me deixava feliz,
quando tive meus filhos um sorriso me deixava feliz.
Agora percebo é a caminhada que nos traz felicidade em pequenas grandes coisas...

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Tentativas

Tentei conversas com outros pra vê se distraia, não funcionou.
Tentei meditar deixar a mente livre, não consegui.
Tentei comer, o corpo recusou.
Tentei dormi pra ver se sonhava, não deu fiquei esperando você ligar.
Tentei não olhar pro relógio pro tempo andar mais rápido, ele parece estar parado.
Sou doido, não consigo achar outra resposta, por mais que procure não encontro outra.
Quando foi não sei, mas tem algo em te encontrar que me deixa ansioso, preocupado, meio bobo,
Tento ver as coisas com razão, mas não ta funcionando.
E quem um dia dirá que existe razão.
Quem pode dizer o que é certo ou errado nessa vida, porque esse ou aquele comportamento é repreensivo?
Claro que temos um certo padrão de normas e comportamento que regem nossa sociedade, citando nossa constituição "ninguém é obrigado a nada a não ser por força de lei", mas se desconsiderarmos essas "leis" o que nos resta, quero dizer o que realmente é certo e o que não é. Vivemos em uma sociedade em que tudo é determinado o que fazer, quando fazer, mas e o individual como fica no meio disso tudo, não basta seguir as leis estabelecidas em nossos vários códigos, existem padrões sociais que estão implícitos ou explícitos, que qualquer um que pense em não assumi-lo pra si, acaba sendo julgado por ele. Mas podemos dizer que uma pessoa que não vai a igreja é uma má pessoa, podemos dizer que um individua que decida viver de uma forma considerada diferente não é um homem como os outros? Qual é o ponto em que deixamos que nossa moral deixe de ser nossa e passamos a exigir que sejam dos outros, a minha moral é minha e não devo exigir que seja do outro.
O preconceito surge da nossa vontade que todos a nossa volta tenham a mesma atitude que nós com relação à vida, quando achamos que nossas atitudes são as certas e que a dos outros esta errada.
Somos fragmentos de atitude com relação à vida, quem vai determinar se estou errado é a evolução natural de minha moral que vai se acumulando durante minhas experiências com a vida, claro que serei julgado pelo que faço, até por que me proponho a este julgo quando convivo com outras pessoas, no entanto ao curvar-me a ele julgo é por acreditar que essas pessoas merecem esse privilégio, posso até mudar algumas atitudes para estar próximo a essas pessoas, no entanto dentro de mim continuarei acreditando que as antigas atitudes não são erradas e terei que pessoas que tenham a mesma atitude não como pessoas erradas, mas pessoas que pensam como eu.

Ao mantermos essa parte escondida, acabamos por não nos mostrar por completo para o mundo, colocamos mascaras para fugir de uma punição. A real mudança dentro de nós ocorre somente pela evolução de nossa moral, esta moral não é algo que possamos mensurar, ou estabelecer se é ruim ou boa, é apenas nossa. Como então ter uma moral que seja única se todos os indivíduos são únicos.

sábado, 17 de agosto de 2013

Canalha

Quero ser o canalha, no fim é o canalha que consegue a garota.
Quando se é canalha nada importa só a sua satisfação e quando se encontra alguém que valha apena você simplesmente deixa de ser canalha, pois o bom canalha nunca mostra que é, até que seja tarde e a presa enteja encurralada e não tenha pra onde fugir a não ser pro seus braços. Ser um canalha tem muitas vantagens, você sempre acaba conseguindo a mulher você a leva para onde quiser e o melhor quantas quiser pois um canalha não se prende a ninguém nem a nada, as vezes ele se acalma e fica só com uma, mas é por um tempo e quando volta vem a pleno vapor e são felizes assim. Vejo a figura de um canalha como um sonho de qualquer homem pois sempre consegue o que quer sem se importar, sem chorar, sem sentir. A satisfação simplesmente pela satisfação e nada mais importa.
Mas infelizmente meu desejo não se realizará pois sou diferente demais de um canalha, não penso só em mim, alias penso demais no outro, sou um oposto sou o dito otário o cara legal que acaba perdendo a garota para o canalha. Mas fazer o que tudo na vida tem um que ganha e o outro que perde e contabilizando tenho mais perdido.
Fazer o que se prefiro jogar limpo sem truques, sem medo, sem juízo. Não vou negar que esse jeito me trouxe alguns momentos de felicidade e nem vou negar que tem suas vantagens, tipo dormir sozinho em uma noite fria, é isso é legal, só que não. A única coisa que posso dizer é que a consciência fica tranquila, no entanto o canalha tem isso e também a mulher.
Consciência tranquila acaba não sendo algo que me diferencie de um canalha, por isso acredito que o meu jeito de lidar com as coisas é que seja diferente, tento conquistar alguém não pela satisfação de conquista-la ou pelo prazer, tento conquistar quem eu acredito que valha a pena, que seja inteligente e que goste de pessoas como eu sem juízo e sem medo de ser feliz, afinal se caiu na lábia do canalha não era lá grande coisa mesmo por mais bonitinha que fosse. Fico mais frustado é quando perco pra mim mesmo por não ser atraente aos olhos dela, e nessas horas vem esse desejo de ser canalha afinal quando um canalha perde a garota foi só um jogo, uma partida que se perdeu. Mas para mim que sou um otário romântico foi uma parte de mim que morreu.

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Basta de solidão no mundo,
Antes de partirmos devemos ser felizes,
Rogando aos seres mais perfeitos e imperfeitos,
Bendizendo e proferindo o bem onde for,
Antevendo problemas imaginando soluções,
Realizando os mais doces desejos,
Alcançando a mais bela vivencia.

quinta-feira, 11 de julho de 2013

Alma

Após criar o universo, Deus sentou-se a margem de uma galaxia qualquer, tinha criado tudo. Percebendo que os seres por ele criado não passavam de animais que viviam simplesmente dentro de uma programação que ele havia criado. Aquilo gerou um incomodo, percebeu que sua criação ficaria sempre ligada ao que ele queria. Tentou algo diferente então começou a criar seres que pudessem pensar, tivessem por si uma capacidade de existir fora de seus instintos.
Ele criou esses seres e os espalhou pelo universo, fazendo com que cada ser se adaptasse ao planeta em que estivesse, apesar de suas diferenças todos tinham algo em comum, podiam pensar e se questionar do por que estar ou existir. No entanto ao criar estes seres ele percebeu um fato, ao se questionarem eles se voltavam para a destruição, os indivíduos pensantes começavam a achar que era melhor e mais preparado que o outro e davam vários motivos mas acabavam por se exterminar em guerras e mais guerras, a inteligencia dada a estes seres só servia para a destruição. Muitos dos planetas povoados por Deus se extinguiram, com tudo que ele havia criado e de certa forma dado a estes seres pensantes.
Deus deixou esses seres de lado e começou a refletir sobre o que tinha criado, percebeu que os seres pensantes não tinham o mesmo respeito que ele por sua criação, como fazer com que estes seres entendessem sua criação, sem que interferisse na sua capacidade de agir de forma livre, longe de uma programação definida por seus instintos, esse ultimo fruto de sua própria criação. O dilema se criou como dar liberdade sem que isso significasse a destruição do que foi criado, os instintos junto a capacidade racional estava levando os seres pensantes a destruir tudo, por seus motivos racionalistas. Deus decidiu criar algo novo para seus seres pensantes, lhes daria algo com o qual pudessem entender o que ele sentia por sua criação, Deus então lhes deu a alma, pequenos fragmentos de sua própria existência que ele partilhou com todos os seres pensantes do universo. A partir do momento em que receberam sua alma os seres pensantes passaram a ter sua racionalidade confrontada com um sentir, a capacidade de amar as coisas e os seres em seu entorno, assim sendo a racionalidade perdeu sua força e a alma gerou o amor que fez com que as coisas se balanceassem, ainda existe destruição mas agora também existe a reconstrução, os seres pensantes continuam existindo e vivem suas vidas em vários mundos distantes um do outro mas todos agora tem mais uma coisa em comum todos tem uma pequena parte do ser que os criou.

O andarilho que ouvia a história fica observando a beleza da contadora de historias, maravilhado com sua beleza fica um tempo sem saber o que falar, a contadora por sua vez olha para o infinito como que esperando por algo. O silêncio dentro daquela sala abandonada pelo tempo é inigualável nem mesmo a chuva consegue quebra-lo.
- Bela historia contadora, no em tanto do que adiantam historias, ainda mais como esta que tenta explicar algo que não se explica. Os seres são racionais por que pensam? Para mim eles não pensam eles só acreditam que pensam, pois se fosse verdeira a capacidade de pensarmos, todos veriam que a vida é um eterno nadar em mar de tristeza e desilusão.
- Se isso é verdade andarilho, por que continuamos a nadar?
- Simplesmente por que de tempos em tempos temos gotas de felicidade que nos nutrem e nos dão forças para continuar nadando, como um ópio que nos faz esquecer a dor por um tempo e depois nos faz querer mais.
- Ou seja a vida é só um ciclo de vicio em felicidade?
- Pra mim sim, experimentamos a felicidade em algum momento de nossas vidas e passamos o resto dela procurando por mais, alguns a conseguem em doses maiores outros bem menos, mas no fundo todos somos viciados em felicidade por isso continuamos nadando num mar de sofrimento só para encontrar mais uma dose.
- Vejo que faz tempo desde que conseguiu sua ultima dose, a tristeza em você é tão forte que chego a creditar que...
Ela se interrompe como que sem saber o que dizer, a contadora fica quieta mais uma vez olhando pro nada.
- Um dia andarilho os olhos de uma criança olharam dentro de mim, de sua boca saiu uma pergunta simples, mas com toda a complexidade que os homens conseguem criar. A criança me perguntou se o destino podia ser mudado. Eu fiquei sem saber o que dizer ai me veio uma outra questão, o destino existe?
Porque se ele existe mesmo o fato de você muda-lo já estaria em seu destino assim o fazer, se ele não existe não existe nada para ser mudado, nada para ser culpado. E foi essa a resposta que dei a criança, primeiro você decide se acredita ou não em destino, se você acreditar ele nunca poderá ser mudado e você sempre terá algo a culpar por tudo que você não gostar na sua vida, mas se não acreditar não existira nada que precise ser mudado, pois você saberá que tudo na sua vida é por que você fez chegar.
- Outra historia contadora, meu filho me fez esta mesma pergunta no entanto não me lembro da resposta que dei a ele na época e o que isso tem haver com o que eu lhe disse?
- Acho que no seu caso é o mesmo, acreditar na sua teoria te afasta da responsabilidade que tem pelo sofrimento que sentes.
- Você pensa muito contadora, mesmo assumindo a responsabilidade pelo que acontece comigo nessa vida, ainda assim não deixa de ser verdade o que eu disse, pois existem fatos que não podemos controlar e fatos que nos levam a tragédia.
- Que tragédia andarilho, pessoas partem todo tempo, felicidade e tristeza são simples pontos de vista, dos contadores de uma mesma historia, você acredita sofrer por isso ou por aquilo você ira sofrer.
- Ponto de vista, não me faça rir, nem tudo é ponto de vista e nem todo sofrimento é por que queremos sofrer.
- Então ria andarilho pois tudo é ponto de vista e sim todo sofrimento é por que o queremos.
- Então você nunca sofreu contadora de historia, nunca derramou uma lagrima se quer?
- Só chorei na minha existência quando você não parou para me ouvir, andarilho são os homens e contadoras de histórias são suas almas...