terça-feira, 19 de março de 2013

Ainda a culpa

Quantos dias se passam e a gente nem percebe, não se toca de como foi rápido, dias, semanas messes. Mas pra mim já não importa mais quanto se passou o que importa é o que sinto hoje e se estou bem com isso, as escolhas já não importam mais nada certas ou erradas foram feitas e desfeitas. Na busca pelo entendimento de minha alma nem sempre agi de forma correta aos olhos dos outros, mas usando uma expressão de Sartre "o inferno são os outros" e eles que fiquem com ele.
No caminho que percorremos devemos satisfação somente a nós mesmos e àqueles a quem julgamos merece-lo, não devemos ter medo da culpa ou do erro, pois são elementos de nossa construção enquanto seres humanos. A culpa nos faz rever a situação e a nós mesmos, o erro se é que existe nos faz ver quem queremos ter perto de nós.
Como já disse o erro é o que os outros nos infringem, se sentimos estar errado se alguém com quem nos importamos se afasta, nos deixa. E se sentimos essa falta acreditamos que erramos nesta ou naquela situação.
A culpa vem de nossa criação de nossa historia, por isso ela faz nós nos reinventarmos, quando se sente culpa por algo devemos nos ver de verdade e analisarmos se essa culpa é proveniente de algo que realmente sentimos ou é algo imposto por outros. Os outros aqui deixo como sendo qualquer coisa que não venha de dentro de sua alma.
Digo que quanto menos culpa sentimos mais próximos de nossa essência estamos, mais próximos de nós enquanto seres que podemos ser. Não significa que devemos desconsiderar qualquer sentimento de culpa e trata-lo como sendo algo que deve ser descartado, mas sim algo a ser analisado com profunda reserva e bom senso. Só assim nos livraremos totalmente da culpa pois com o passar do tempo não mais a sentiremos, pois estaremos vivendo no equilíbrio de nossa alma.

domingo, 23 de dezembro de 2012

CULPA


Nunca me disseram como proceder com a vida, tudo que fiz foi experimentando, as vezes deu certo no entretanto em tantas outras foram verdadeiros fiascos. Mas ainda estou aqui aprendendo e tentando fazendo o que posso e o que não posso e sempre assim experimentando dessa fonte que é a vida ou pelo menos deveria ser.
Um constante de experiências e formulas que nem sempre funcionam, mas acredito que isso seja viver da forma mais livre que um  humano pode ser, por que não fazer algo por que alguém disse que não se pode fazer, deu vontade faça sem medo ou culpa, alias se sentir culpa é porque você realmente não queria fazer. Sim existem muitos argumentos contra essa afirmação, no entanto pense com sinceridade com relação a culpa ela é fruto do que você fez ou fruto da opinião dos outros, você realmente sente essa culpa ou esta preocupado com o julgamento dos seus?
Trabalhar a culpa em nós é algo que vai contra tudo que nos ensina a sociedade, o ser para fazer parte da sociedade tem que sentir culpa, ela muitas vezes é mascarada  de varias formas mas no fundo é apenas culpa.
Que a culpa nos priva de sentirmos tudo a nossa volta com mais intensidade, deixamos de experimentar muito da vida por sentimentos de culpa ou pecado alias para mim as duas palavras formam uma mesma sentença, pecado e culpa são em si uma mesma coisa, não entrarei aqui numa discução etimológica a  respeito da questão, até por que essa não é a função desse texto, quando transformamos algo em pecado estamos nos obrigando a sentir culpa por algo. Consequentemente não conseguimos viver nossas emoções a plenitude que poderíamos, não conseguimos aceitar a nós mesmos da forma que realmente somos, por conta da culpa nos escondemos em fileiras de falsidades e especulações, mascaradas por certa moral que socialmente somos obrigados a seguir se quisermos fazer parte da mesma.
Mas quem realmente somos, que moral realmente seguimos, quando queremos algo que entra em conflito com essa moral, muitos seguem o que a moral social diz, por alegar que uma pessoa correta deve seguir essa moral ou por conta da culpa, são saídas simplificadas alguns podem argumentar diferentes desculpas para fazer isso mas se buscarmos a raiz não foge muito das duas opções citadas. Entre os que fazem o que o desejo quer ainda tem aqueles que se sente culpados depois, os que acreditam que ninguém saberá e uns poucos que fazem sem medo sem receio. Dizer quem esta certo ou errado nessas situações é difícil até porque são apenas diferentes formas de lidarmos com a culpa.
 Se nos livrássemos da culpa hoje como seria nossa sociedade?
Nos tornaríamos animais ferozes que só pensam em seus próprios prazeres ou seriamos seres livres para viver a vida como nunca realmente conseguimos?
Nietzsche diz:
"Para ser feliz, o homem precisa afirmar sua potência de vida. Quando essa é reprimida, ele leva uma existência submissa, apenas reativa. Sentimentos como culpa e ressentimento decorrem de valores estabelecidos pelo homem reativo."
Em busca de uma existência plena o homem deve se livrar da culpa, buscar através da mudança de perspectiva uma nova forma de lidar com seu ser verdadeiro e encontrar o equilíbrio entre suas vontades e seu convívio social. Quando a libertação da culpa ocorre com essa vontade estamos mais próximos de sermos livres, realmente livres. Seres responsáveis por tudo em nossa vida.
23/‎12/‎2012

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Saudades do ser

Numa pasta chamada saudade sentimentos foram gravados, vividos e perdidos, em varias noites de sonhos e pesadelos. O misto de êxtase por conseguir deixa-los lá e o fracasso por senti-los, mas porque desse nome foi se levando não tendo muito o porque ser, e agora vejo que a essência da palavra saudade é muito maior que qualquer conglomerado de palavras pode explicar, palavra viva que existe em cada ser desse universo social que vivemos e tentamos com toda força sobreviver.


Levar a existência adiante apesar de toda intemperança dos nossos corações que vivem rodeados de certezas e devaneios de incertezas, certeza de que existe esperança para continuar e devaneios de que algo pode nos machucar na próxima esquina.


Somos seres que comprovam sua existência dançando de maneira frenética entre o certo, o quase certo e o por vir, vagando entre experiências do passado, lutas do presente e esperança de que no futuro seremos ligados a tudo e tudo será o mesmos que todos.

terça-feira, 31 de julho de 2012

Sonho de uma tarde de inverno

O mero dizer do que há de vir, que venham os dias de expressa alegria proveniente de teu sorriso. O ser que venho em sonho me alegrar o dia e trazer a certeza dos momentos felizes que virão, em seu rosto a incógnita da verdade ou seria a projeção da espera do que há de vir, sem saber o que é ao certo me vejo questionando as respostas que tive até aqui.
Aquela tarde onde os planos se fizeram em minha mente, tomando meu coração. Os ideais projetaram-se na sua existência, dilema, alma em conflito com a razão que supostamente deveria ser a fonte de todo entendimento do que é, do que vem a ser e do que poderia ter sido.
Seus lábios que tocam minha boca sua pele que é perfeita ao toque da minha, como posso repudiar sua existência, lembro-me do que senti, mas ainda não tenho certeza de que exista. 
Sou eu e meu ser tentando encontrar a razão para afirmar que seu ser esta próximo tão próximo, mas não consigo tocar, mas posso sim sonhar e novamente te encontrar

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Fragmentos


Elementos perdidos em meio a vários argumentos, temos todos juntos um amontoado de esperanças e devaneios. E aqui estão alguns fragmentos destes textos perdidos...

"Miragem distante presa ao mundo de ideias perfeitas. Quisera eu entender quão longe pode ir à intenção de seu sorriso, a leveza que vinha de seu olhar fazia com que as vontades do meu coração entrassem em êxtase."


"Hoje acordei com medo, apavorado,
E nem sei por que, senti saudade de um tempo que nem sei dizer,
Quem diria que um dia estaria aqui,
Sem um pingo de vergonha,
Mas com medo de não ser,
O seu amado."


"esperança no novo e respeito ao velho,
iterando a força de cada ser, na essência da alma em cada corpo vivente,
inevitavelmente
 levando a mente ao nível mais alto,
campo das ideias onde tudo se torna perfeito."

"E sobre o amor eu me identifico com vários e conheço vários, os amargos e os sensíveis. Eu tenho meu amor e amores eu os uso todos ao tempo que me esvai, da calma escura do inverno as extraordinárias das primaveras tão indiscretas e outonais; e que meu amor e o seu seja um. E que o seu amor e o meu sejam diversos casos intermitentes ao tempo. Que nosso amor se desfaça em vários e refaça em cada ponto único que restar. O amor é, não é, tanto faz, se sente ou não, não importa; a glória dos apaixonados não se subtrai."


"Bem dito ser somos eu e você, sorrindo do errado,
E questionando o certo, "




sábado, 7 de julho de 2012

Bem Dito Ser...

                         

Bem dito ser que provem da alma, se leva em caudalosa tempestade,
Perde-se em devaneio tolo,
Prende se a falsa noção de verdade,
Bem dito ser de fazes mil,
Alegre e triste em sua imensidão,
Amontoa se em desejos, sustendo coração,
Bem dito ser movido a canções e orações,
Ser em puro estado de ser vivente.

Bem dito ser somos eu e você, sorrindo do errado,
E questionando o certo,
 Bem dito ser fantasio e levado,

Ser de natureza encantada, me leva por essa estrada,
Bem dito ser do infinito, brilho do sol neste sorriso bonito,
Bem dito ser de sonhos.
Bem dito ser somos eu e você, sorrindo do errado,
E questionando o certo,
 Bem dito ser fantasio e levado.

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Simples


Por que esse sentimento tão puro como é o amor, esta em constante ligado a tragédia, seria o homem um ser tão imperfeito que só consegue ter esse sentimento belo se ele tiver um preço alto a se pagar?
Eu creio que nós temos um desejo tão grande de amar de forma pura e simples, mas quando nos confrontamos com o amor sentido por outro, nos vemos pequenos e sem força para suportar a sua simplicidade, somos seres desprovidos de simplicidade nós procuramos em essência a complexidade de situações e de potencias problemas. Por isso nos tornamos incapazes de sentir a simplicidade do que é amar.
Grandes autores tratam o amor como algo entrelaçado com certa tragédia, amores surgem de forma tão bela que só pode levar a um desfecho dolorido como se o ser humano não merecesse esta dadiva que recebe. Alguns podem refutar esta ideia dizendo que existem sim historias de amor que não são ligadas a tragédias, outros também dirão que não é um assunto que mereça tanta atenção, afinal existem coisas bem mais relevantes para se discutir ou se dizer para a evolução do homem enquanto espécie. E esse pensamento me leva a pensar novamente como o homem esta sempre procurando a complexidade e se desligando do simples, ao distanciarmos nosso pensamento do simples acabamos por nos perder em devaneios e tentativas desesperadas para explicar quem somos ou o que somos.
Venho por meio deste tentar criar uma relação do ser com a tentativa de ser, como devemos avaliar nossa caminhada neste mundo, não pretendo por aqui uma teoria definitiva ou me apoiar em opiniões de terceiros, mas sim fazer um questionamento com relação a algo relativamente simples, se o ser é capaz de amar por que na maioria das vezes fugimos da possibilidade de viver esse sentimento e procuramos motivos complexos ou argumentos baseados em previsões de um futuro como um oráculo que só prevê tragédias. Não somos em grande maioria capazes de simplesmente viver o momento, e como isso se aplica a tantos outros aspectos de nossa vida sempre procuramos uma explicação fantasiosa para nossos erros e justificativas para nosso sucesso não paramos e aceitamos que tudo na nossa vida simplesmente é fruto de nossas escolhas e que com essas escolhas chegamos onde deveríamos ter chego sem mais nem menos.
Com o amor é mais visível essa tentativa de fugir do momento, de aceitar que tudo colaborou para aquele momento, não confundam isto com destino, o que digo é que as coisas vão acontecendo na nossa vida e sempre vamos pensado como as coisas podem melhorar e como situações complexas vão acontecer para que isso ocorra, e de repente foi apenas um sorriso que mudou tudo, e nós não conseguimos aceitar, tem que ser complexo e se não foi assim é por que vamos pagar um grande preço por isso e acabamos por fugir. Ou melhor, tentamos fugir e na maioria das vezes é de onde vem à tragédia, por tentar evitar a dor acabamos por provoca-la, depois avaliamos que estávamos certo, que sim havia um grande preço a pagar ou que não deu certo por que não aconteceu do jeito que deveria acontecer acabamos criando um ciclo em nossa existência que muitos não conseguem se libertar.
Acredito que não exista coisa mais simples do que dizer “Eu te amo”, nem por isso signifique que seja a mais fácil.