domingo, 11 de setembro de 2011

Flores de papel ( continuação sem correção)

Como todas as historias que ouvi quando era criança, essa que vou lhes conta não poderia começar de outra forma, então comecemos com.

Era uma vez em uma cidade onde o clima é tão surpreendente que não se sabe quando vai chover ou se fará frio principalmente nesses messes de junho e julho, em uma noite fria depois de um dia de calor  o tempo fechou com as nuvens prometendo uma forte pancada de chuva mas ao invés disso o tempo, querendo fazer graça com os seres que ali vivem apenas esfriou e deixou o céu com uma neblina cheia de mistério.

Em meio a esse clima uma jovem anda com passos apressados, seus cabelos compridos, estão soltos, seu corpo está com frio, esquecera o casaco em cima da mesa no trabalho.

Ao chegar à faculdade ela se senta na primeira carteira que encontra vazia e por coincidência ou não do lado do único amigo que ela tem nessa turma. Sergio um rapaz de pele morena, de risada fácil tem o cabelo perto dos ombros, olhos castanhos e que para Ana às vezes parece esconder uma tristeza enorme, mas ele nunca parece estar triste e para Ana o dia que ele quiser conversar, ela vai estar pronta, mas enquanto esse dia não chega é ela que de vez em quando chora em seu ombro, ele será um excelente terapeuta como ele deseja ser.
Ana, nossa heroína tem seus cabelos escuro como a noite e seus olhos castanhos contrastam com sua pele branca, os traços de seu rosto trás uma alegria que transborda quando ela sorri.

 Ao fim da aula Ana e Sergio saem juntos em direção ao estacionamento,
 -Sergio, você sabe se tem alguma vaga de estagio no hospital?
 -Olha Ana, tinha uma vaga. Para acompanhamento do pessoal da fisioterapia.
 -Você pode ver se ainda tem a vaga estou querendo trocar de estagio o meu está muito puxado e muito distante de faculdade.
 -Tudo bem eu vou ver isso para você.

É incrível como as coisas podem mudar tanto na nossa vida.
Desde que seus pais e seu marido faleceram a cerca de dois anos Ana tem passado, os dias, sozinha. E em dias como esse ela se lembra, como foi receber a informação que toda sua família havia morrido naquele acidente, a dor em seu é tão grande que não se tem nada a fazer a não ser chorar. Mas hoje não. Ela não vai chorar, ela liga o computador e tenta ocupar a mente com trabalho e com conversas com os amigos distantes. Ao abrir os e-mails ela percebe um convite de um novo contato, apesar de não conhecer o contato ela o adiciona.
Logo em seguida recebe um e-mail do contato:

You need love
Is the way
Vamos cantar nossas canções
Celebrar nossas paixões
Is the way
Veja o dia com alegria
Sempre sorria
Is the way
You need love
Is the way
Sonhe sempre com a felicidade
Lute pela liberdade
Is the way
Escreva todos seus poemas
E resolva todos seus problemas
Is the way
You need love
Is the way
Viva toda amizade
Leve a vida sem vaidade
Is the way...

Bonito texto quem será que mandou? Com essa pergunta ela adormece.

Ao acordar Ana percebe algo diferente em sua casa, em cima da mesa perto do seu computador tem uma flor de papel, ela fica assustada será que alguém entrou em sua casa. Ela procura para ver algum sinal de invasor, mas não encontra nada, nenhuma de suas coisas havia sumido apenas a flor estava lá.
Mesmo assim por precaução ela troca as fechaduras da casa. No trabalho ela conta para as colegas, o que acontecera elas ficam preocupadas poderia ser alguém tentando fazer mal para ela, mas o que uma flor poderia causar. O dia de trabalho foi corrido com o processo de seleção dos funcionários de uma fabrica que irá abrir todos na agencia de empregos estavam muito atarefados não dava para pensar muito em como aquela flor apareceu em sua casa.
A noite na faculdade ela contou para o Sergio o que havia acontecido, ele achou estranho e como sempre fez parecer uma coisa legal.

 -Vai ver é alguém querendo te conquistar. E é tímido demais para chegar e falar.
 -Não sei. Se for isso que ta tentando conseguiu foi é me deixar assustada.
Ela chega a casa, e pede para o Sergio ir com ela para ver se esta tudo certo.
 -Nada. Esta tudo certo, querida ninguém entrou em sua casa.
 -Grata. Até segunda.
 -Sim até segunda.

Eles se despedem e ela entra em casa, tudo do jeito que ela deixou. Nenhum item estranho e nada fora do lugar, ela resolve tomar um banho vai aproveitar o fim de semana para estudar e descansar um pouco, afinal a semana foi dura.
Após o banho ela vai olhar os seus e-mails, tudo como sempre nada de importante, mas antes dela desligar recebe mais um e-mail.

“Quando a solidão vem em noites de lua, basta respirar e tentar encontrar em você o silêncio que fará com que encontre todas as respostas. Um menino que anda pela rua com frio e com fome pode ser o homem que um dia vai construir o mundo que tantas pessoas sonham ou pode ser o que vai destroçá-lo, mas quem pode julgar o que esse menino é ou não capaz de fazer. Há apenas uma coisa que podemos fazer é tentar orientar esse menino para que ele mude o mundo e não queira destroçá-lo.”
Intrigada com mais essa mensagem Ana manda uma resposta.

“Quem é você que me diz tantas coisas e não diz seu nome?”
Ela envia a mensagem e vai se deitar.
 Manhã de sábado Ana levanta e vai preparar seu café, o dia esta calmo, como ela estava precisando disso. Hoje ela vai preparar os trabalhos da faculdade e terminar os relatórios do trabalho e depois bem depois ela vai simplesmente relaxar.

Ao ligar o computador ela percebe que recebera uma resposta ao questionamento feito.

“Para escutar o que tenho a mostrar, você só precisara de uma coisa... A capacidade de olhar para o novo como algo conhecido e para o velho como algo totalmente desconhecido...”

“Entretanto se ainda precisa de um nome para ver o que tenho a te mostrar chame-me de CIRE.”

Os lábios de Ana formam um pequeno sorriso, e de repente ela se vê interessada em descobrir quem é essa pessoa.

Mas logo se desfaz da idéia e segue com seus afazeres, o dia transcorre de forma calma e ela consegue terminar tudo o que tinha a fazer. Ela passou o dia comendo umas frutas e nada mais, então ela decide comer alguma coisa e ao abrir a dispensa ela encontra outra flor de papel.
Apesar da preocupação de alguém ter entrado em sua casa algo naquela flor faz ela se acalmar. Ela vai e prepara seu jantar, após o jantar o telefone toca:

-Alo.
-Oi. É o Sergio como você esta?
-Estou bem e você?
-Bem. Querida eu conversei como meu chefe e ele vai te arrumar o estagio no hospital.
-Que maravilhoso Sergio.
-Passa na segunda para conversar com ele as 11h00min. Tudo bem?
-Sim, grata meu amigo.
-De nada tenha uma boa noite.

Ela vai se deitar com o coração mais leve e satisfeita, pela possibilidade de um novo estagio.
O domingo começou tarde, acordou com alguém batendo em sua porta.
-Ana?
-Sim
-Tenho uma entrega para você.
-Esta bem, grata.
O homem Le entrega uma pequena caixa e sai. Na caixa havia outra flor de papel e um bilhete.
           Ana,
       As flores que lhe dou não tem o intuito de te assustar mas sim de prepará-la para o novo mundo que vem surgir, depois de muita turbulência em sua vida, agora é hora de você encontrar o que te falta.
CIRE

Ela corre para frente do computador, com o pensamento de falar umas poucas e boas para esse estranho, afinal quem ele pensa que é, prepará-la com coisa que ele me conhece.

Olha não sei quem você é, mas porque esta me enviando flores, alias como você entrou em minha casa para por essas flores aqui dentro?
A resposta vem logo em seguida.
As flores são o que são a beleza surgida da deformação do papel, eu sou o que sou, apenas um mensageiro que esta aqui para mexer com você te provocar e deixar que seus instintos a guiem, você sabe que não sou um perigo, ou melhor, você sente isso.

Ela responde.
Você só sabe falar por enigmas não fala direto. Quero uma resposta simples como você pôs essas flores aqui dentro da minha casa?
Uma nova mensagem de CIRE
Sinta o mundo minha querida e quando senti-lo ira me ver e terá suas respostas, prometo que não irei mais lhe mandar essas flores, mas quando quiser falar comigo basta me entregar uma flor.

Ana começa a ficar intrigada como vai entregar uma flor para quem ela nem conhece. E manda uma ultima mensagem.
Como e porque vou querer falar com você?

A resposta
Você vai sentir.

Ela desiste de falar com esse estranho e vai cuidar da vida.
No dia seguinte vai a entrevista e consegue o estagio, agora ela fará o acompanhamento psicológico das pessoas que fazem fisioterapia no hospital. Começa na terça.

Na terça ela encontra com Sergio no hospital.
-Oi, querida que legal, somos colegas de trabalho também.
-É somos sim.
-Vem que vou mostrar as coisas para você.

Eles andaram por todas as alas do hospital e ele mostrou o que ela precisava exceto a ala onde o Sergio trabalhava que era a ala dos pacientes em coma. Então Ana o questiona.
-E a ala onde você trabalha?
-É né, vamos lá.

Eles entraram e ele mostrou as salas das enfermeiras e as coisas corriqueiras do hospital e foram em direção aos quartos dos pacientes havia uma senhora que estava lá fazia alguns messes, foram em direção a outro quarto ao entrar Sergio teve uma emergência e teve que sair, Ana ficou observando o homem que estava deitado na cama parecia estar apenas dormindo, ela o observa por um tempo, por algum motivo seu coração dispara ela se aproxima e vê seu prontuário seu nome é Eric esta em coma a alguns dias, ela se direciona até a porta mas volta, pega um guardanapo de papel, o dobra até que pareça uma flor e vai até a porta e saindo ela diz:

Estou te esperando para conversar CIRE.








quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Coração bobo

Coração bobo que bate no peito, faz com que cada batida me lembre da força da vida pulsante em minha veias.
A alegria de viver vem com o sentir a alma falando bem de perto com o coração, sem se importar com as inquietudes do ego, amar em sua essência é entregar um sentimento bom a outro sem se preocupar se o mesmo será correspondido, amor é querer o outro bem sempre sem que necessariamente seja com você...
Mas nosso coração as vezes é muito bobo, porque chora se não temos o que amamos, e fica buscando motivos para se esvair em pranto, mas esse mesmo coração encontra em pequenos gestos, olhares e sorrisos motivos para  se alegrar. Pois em alguns momentos o melhor é esperar o tempo certo pois o tempo sempre esta certo. No dia que for será...

sábado, 13 de agosto de 2011

Poesia de alegria

Pode haver no mundo poesia mais linda que a voz de teu filho dizendo, "Te amo papai" se existe tal poesia eu não conheço.
Quem diria que no meio de tantas idéias e duvida da minha insignificância humana, com meus defeitos e algumas qualidades iria descobrir em uma simples frase dita por uma criança quão rica e bela é essa vida que vivemos.
Quando pensei em deixa tudo para traz e buscar uma nova vida tinha em mim o desejo de buscar algo novo que desse sentido a minha vida, depois da separação estava um pouco perdido nos meus ideais e não sabia para onde ir ou o que fazer, me sentia perdido em pensamentos que me faziam ir do céu ao inferno sem que eu ao menos percebesse, fiquei observando por um tempo o mundo e me imaginando viajando por ele como um ser, que não tem nada que o prenda a lugar nenhum.
Pois eu cheguei a imaginar que não houvesse nada que me prendesse, e realmente não há.
Mas um dia, naqueles dias de uma terça-feira modo lenta, meus filhos adoeceram nada muito sério mas em quanto eu cuidava deles, em meio a toda sua fragilidade eles me dizem," eu te amo papai", me lembrei de quantas vezes senti vontade de dizer isso a meu pai quando precisei dele e percebi que não era achar algo que me prendesse a resposta mas sim achar algo que me preenchesse.
Hoje tenho certeza que a maior poesia da minha vida eu já escrevi e vou continuar escrevendo, a cada dia que eu puder dizer para meus filhos "eu te amo".

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Ouça o seu coração...

“Quando a solidão vem em noites de lua, basta respirar e tentar encontrar em você o silêncio que fará com que encontre todas as respostas. Um menino que anda pela rua com frio e com fome pode ser o homem que um dia vai construir o mundo que tantas pessoas sonham ou pode ser o que vai destroçá-lo, mas quem pode julgar o que esse menino é ou não capaz de fazer. Há apenas uma coisa que podemos fazer é tentar orientar esse menino para que ele mude o mundo e não queira destroçá-lo.
Temos em na vida aqui na terra o ódio e o amor qual você realmente quer que vença. Quem lembrar de você lembrara pelo modo como amou a vida ou pela forma como a destruiu?
Tive o desprazer de ver de perto o estrago provocado pelo ódio, mas a vida me fez também conhecer a força do amor e seus frutos e algumas das belas formas nas quais ele se apresenta para nós simples mortais de alma imortal. 
E ver sua beleza me fez querer cultivar em mim essa bela flor chamada amor."

quinta-feira, 7 de julho de 2011

O dom de amar

Estranho esse dom de amar que carregamos conosco, a capacidade de perdoar por maior que seja a dor,os seres humanos carregam em si um fascinante sentimento que é o amor por mais que alguns se recusem a assumir que tenham isso em si.
Se entregar ao desconhecido de peito aberto e muitas vezes se machucando, sofrendo, chorando e por fim descobrindo que se esta pronto para fazer de novo e de novo...
A capacidade humana de se entregar aos outros é algo lindo perigoso mas lindo pois no fim quem se entrega esta entregando o que há de bom dentro de si, esta mostrando ao mundo o que tem.
Medo de se machucar todos temos, a coragem de assumir do que gostamos ou de quem amamos é algo que só quem tem esse dom de amar consegue, mesmo que para outros pareça inconseqüência ou imaturidade só quem tem o dom de amar consegue ser feliz pois descobre que só o fato de conseguir amar, já é o começo da felicidade.

terça-feira, 5 de julho de 2011

Flores de Papel

Nossa, será que é dia? São quatro da tarde perdi quase todo meu dia de folga, tenho que parar de dormi tão tarde, aquele lugar será que realmente existe ou foi só um sonho.
Deixa pra lá mais tarde eu descubro, tenho que arruma a casa é incrível como um computador, uma cama e algumas roupas causam tanta bagunça.
O que é você?
Por que toda vez que me vejo no espelho me faço essa pergunta?
Não me identifico faz tempos, o rosto me é familiar, mas quem eu realmente sou. Esta bem, vou limpar a casa que ganho mais.


Acabou duas horas de faxina deram resultado, eu diria que a casa está até bonita.
Vou ao cinema com pessoal, faz dias que não encontro com eles, vai ser legal vê-los de novo, e depois eu aproveito para passar lá e ver se eu estava só sonhando.
Que filme estranho, a companhia estava ótima, rimos muito acho que era por que o filme é muito ruim, não da para saber.


Despedi-me de todos vou caminhando, aquela pequena porta esta aberta de novo, não foi um sonho, sempre passei por aqui e me perguntava que lugar seria, fiquei imaginando que fosse um pub ou algo do tipo por que sempre passei por aqui de madrugada e a porta sempre estava aberta, via algumas pessoas entrarem. No entanto ontem, eu entrei um pequeno corredor que leva aos fundos de um prédio e que da de entrada a uma sala grande com um balcão onde uma senhora nos recebe um olhar que parece transpassar os seus óculos de armação fina e lente redonda, bem magra e parece ter seus setenta ou oitenta anos. Hoje parece que esta tudo igual à ontem.
 -Olá! Boa noite.
 -Oi, pensei que você realmente não voltaria.
 -Fiquei intrigado, não sabia se tinha sido só um sonho, tinha que tirar a prova e vim de novo.
 -Porque ficar preocupado se foi um sonho ou não, afinal nesse momento você pode estar sonhando.
 - Não! Eu não estou sonhando, eu sei o que é realidade.
 -Então ta. Aproveite os livros e se quiser pode levar algum para casa é só pagar o aluguel deles e devolver quando terminar de ler.
 -O que precisa para fazer o cadastro?
 -Nada não precisa de cadastro é só devolver os livros e pagar o aluguel. Por fim se você quiser roubar meus livros você vai fazer isso com ou sem cadastro.
 Aquela sala parece bem maior do que realmente é. Tantos são os livros que ali estão não sei nem por onde começar, algumas pessoas passam por entre as estantes param e folheiam os livros, escolhem seus livros e saem. Esse lugar é meio mágico para mim, um lugar onde eu posso ficar sozinho sem nenhuma preocupação. Vou passando por entre as estantes, e pego um livro, o livro fala da mitologia grega de seus deuses e suas lendas decido levar ele para ler.



Nossa será que sonhei de novo não consegui parar de ler nem me lembro quando fui dormi, não foi um sonho o livro esta aqui. Hoje quando sair do serviço volto lá para devolver, o dia esta mais bonito acho que Apolo dever ter caprichado nesse dia, ou, será que sou eu que agora conheço a lenda dele e estou prestando mais atenção.


Mais um dia de serviço, eu gosto do que faço sou um garçom me divirto com meus clientes mesmo os que dão trabalho, é legal ver até onde você se esforça para agradar um total desconhecido, e os companheiros de trabalho são fantásticos sempre da para contar com a maioria para tudo dentro e fora do serviço e eles também podem contar comigo sou meio que um terapeuta deles ou pelo menos acho que sou. Mas quando tudo termina, eu sempre estou só, não sei por que, mas sempre acabo me sentindo meio só mesmo cercado por muitas pessoas, sempre paro para ouvir, no entanto, acho que ninguém tem paciência para me ouvir.


Estou com o livro vou passar lá para devolver, nossa o lugar esta sempre do mesmo jeito nem parece que entrou alguém de ontem para hoje.
 -Oi
 -Já acabou o livro?
 -Sim, passei a noite lendo ele.
 -Você precisa dormir também às vezes.
 -Vou pensar nisso.
 -Que bom pensar é bom.
 -Grato vou dar uma olhada.
 -Fique a vontade.
Os livros parecem estar sempre prontos para nos acalmar, nos fazer sonhar, nos ensinar e sempre estão dispostos a guardar todos os nossos sentimentos, confidentes para quem sempre se pode chorar, pois os livros têm a palavra certa para o que precisamos. Olho um livro “Diários de Motocicleta” do Che Guevarra, levo ele para ler.


Mais uma noite e parte do dia sem dormi, mas, valeu o livro é ótimo. Vou devolvê-lo amanhã hoje tenho que voltar cedo quero dormir um pouco.
Tenho vontade de deixar tudo e sair por ai viajando como Che fez, mas, algo me impede de fazer isso talvez medo, ou sei lá...

 -Olá! Tudo bem com a senhora?
 -Sim e com você como foi a leitura?
 -Foi boa.
 -Você realmente gosta de ler, por isso vou te dar esse para você ler hoje.
 -“O conde de monte Cristo” Alexandre Dumas, um clássico.
 -Clássico que tenho certeza você ainda não leu.
 -É você esta certa ainda não li este. Grato amanhã eu devolvo.
 -Amanhã não eu vou estar fechada.
 -Esta bem.
Realmente o livro é muito legal, a vingança e suas destruições, até que ponto uma pessoa pode ir para satisfazer um sentimento tão corrupto,  como o amor pode sobrepujar qualquer obstáculo, como nos esquecemos de ver as coisas pelo ponto de vista do outro.

 -Boa noite, como à senhora esta?
 -Bem e você parece estar mais feliz hoje. Aconteceu alguma coisa?
 -Nada de especial, eu vou procurar um livro até daqui a pouco.
 -Vai lá.
Parece que mais ninguém entra aqui alem de mim, não é verdade já vi algumas pessoas aqui, passar por essas estantes ma traz tanta paz, sinto que o mundo para de girar, só para que eu fique passeando por esses livros, acho que hoje vou levar algum livro do Noah Gordon ele é um autor fantástico, aqui esta o “Ultimo Judeu” vou pega-lo, mas que mão é essa? Levanto minha cabeça, para ver quem esta querendo levar o mesmo livro que eu, aqueles olhos castanhos de uma vivacidade incrível, param olham diretamente para mim como se me conhecesse e ao mesmo tempo se mostra forte e inatingível, sua boca se move nos lábios um tom de vermelho que se confunde com a cor de sua pele morena, a delicadeza dos traços de sue rosto me encantam, seus cabelos negros preso com uma pequena mecha que cai do lado do seu rosto tocando os seus óculos, nos entreolhamos por um instante e os dois segurando o livro.
 -Com tantos livros você vai querer logo o que eu estava procurando?
 -Desculpe é que, não percebi que você estava vendo este livro.
 -Esta bem pode ficar com ele eu levo outro sem problema.
 -Amanhã o livro esta de volta e você vai poder ler ele.
 -Este bem, grato por isso.
Saio, me sentindo meio estranho eu realmente quero ler aquele livro, mas tudo bem posso esperar até amanhã.


O dia esta longo, não paro de pensar no livro ou será que só penso no rosto que eu vi, não sei dizer.
Falei do acontecido com um amigo ele nem se quer acreditou que exista a tal biblioteca, mas, deixa pra lá qualquer dia desses levo ele lá. Estou indo pegar meu livro e quem sabe eu a encontre.
 -Boa noite, a senhora esta bem?
 -Sim, deixaram um livro para você.
 -“O ultimo Judeu”?
 -Não, deixaram para você “O Alquimista”.
 -Quem deixou?
 -Uma moça morena que vem aqui de vez em quando.
 -A senhora sabe quem é ela?
 -Você vai ter que perguntar isso para ela.
 -Esta bem, grato de qualquer maneira.
O livro é bem legal fala de uma pessoa que busca um sonho e descobre que seu tesouro estava bem perto, mas para descobrir isso precisou viajar quase meio mundo. Na ultima pagina do livro tem um numero de telefone, fiquei me perguntando se é dela, vou ligar.
 -Oi, achei esse numero em um livro...
 -Que bom que você ligou, fiquei imaginando se você ligaria.
 -Você é a moça que pega o livro e não devolve.
 -Você só ligou para me cobrar o livro.
 -Não na verdade eu queria saber por que você me deixou esse livro para ler.
 -Queria. Não quer mais.
 -Não. Agora eu quero saber, por que você não me entregou ele pessoalmente?
 -Pra você me ligar e a gente combinar de nos encontrar.


Combinamos de nos encontrar no cinema, já estou começando a achar que levei um fora, ela vem vindo com uma roupa preta discreta o cabelo esta solto, esta sem óculos, ela é mais linda do que eu lembrava, o que ela tem na mão.
 -Oi.
 -Esta me esperando faz tempo?             
 -Um pouco.
 -Desculpa, me atrasei um pouco, mas trouxe um presente.
Uma flor feita com de papel, parecia que tinha acabado de ser feita, o filme foi bom, saímos depois do cinema para comer, cada palavra que sai de boca me deixa mais fascinado. Em alguns momentos parecia que ela é a mulher mais decidida do mundo e em outros parece ser a mais frágil, e eu não tenho medo de dizer nada para ela, isso é estranho como posso confiar tanto nela assim.
 -Vamos para casa
 -Vamos
 -Espera. Eu não sei onde deixei seu presente, acho que deixei cair em algum lugar.
 -Seu bobo eu faço outra para você.
Quando levantamos, eu me aproximei dela, seu olhar cada vez mais próximo, a sua boca bem perto da minha, nosso primeiro beijo.



 -Oi.
 -Nossa que susto que você me deu.
 -O que você esta fazendo na minha casa?
 -Casa! Meu amigo você esta no hospital.
 -Como assim...
 - Você bateu o carro alguns dias atrás.
Será que tudo foi um sonho? Não pode ser o que eu vivi não foi um sonho.
 -Tinha uma pessoa junto comigo, cadê ela?
 -Não tinha ninguém com você, a batida nem foi tão forte, mas você ficou inconsciente por quase dez dias.
Ele saiu do quarto me deixando sozinho, não pode ser não posso apenas ter sonhado com tudo. Viro-me para o lado há apenas um criado mudo com um copo de água e uma flor feita de papel. 

Só me questionando um pouco

Quero poder dizer que sei que rumo meus sentimentos tomaram mas não consigo...
Esses dias menti dizendo que ainda te amava como um dia amei, posso ser apenas mais um que vivi a vida rodeado de ilusão, de falsos amigos de falsos amores ou ainda rodeado de um falso eu que não se permite ser quem realmente sou.
 Mas afirmar isso seria negar todo o sentimento de amor que sinto pelas pessoas que estão ao meu redor e que sempre sempre me atendem e me acolhem, não posso generalizar só porque uma pessoa dentre tantos não consegue me entender, se traem minha confiança é só mais um motivo para continuar a procurar quem eu realmente possa confiar.
Parece confuso e é confuso estar pronto para tentar entender todos e tudo quando na verdade você não consegue entender o básico, QUEM VOCÊ REALMENTE AMA...
Quando te questionarem isso não façam o que eu fiz pois quando me questionaram isso eu simplesmente menti...